Mas falar sobre o quê? Direito? Ok, sou advogada e adoro minha profissão, mas com certeza a internet já está cheia de blogs jurídicos de primeiríssima qualidade. Sem contar que, para escrever sobre um assunto técnico é preciso, antes de mais nada, estudá-lo a fundo. E confesso não ter tempo nem paciência para isso.
Cinema poderia ser uma opção, em especial os filmes antigos, que sempre foram a minha paixão. Mas então eu penso que não conheço Cinema a ponto de escrever um blog apenas disso e, além do mais, sou uma crítica bem rasa, mesmo. Daquele tipo que apenas gosta ou desgosta.
Talvez futebol... mas nem pensar. Não quero que meu blog se transforme num campo de batalha, um dérbi contínuo de paixões exacerbadas.
Poderia escrever sobre política, assunto que amo, ou o Budismo, filosofia/religião que me encanta. Mas então eu penso que, da discussão para o proselitismo é um pulinho, ou como dizem em Minas Gerais, "um tirim de pórva".
Ou então viagens. Ah, como eu adoro viajar! Tenho histórias ótimas para contar. Mas, na maioria das vezes, elas dizem mais respeito a mim do que aos locais que visitei. Será que alguém vai se interessar pelas tardes que passei no Jardim de Luxemburgo, apenas olhando as crianças brincando com barquinhos, ou os bate-papos nas areias de Copacabana, regados a muita cerveja?
No final das contas, concluí que sou como a música do Kid Abelha, "Nada tanto assim", em especial aquela frase que diz: "eu sei de quase tudo um pouco, e quase tudo mal".
Sim, meu conhecimento sobre a maioria dos assuntos é superficial. Tenho interesse de fã, não de estudioso. Excetuo nisso o meu ramo de atuação: posso afirmar, sem falsa modéstia, que sei muito sobre Direito Previdenciário. Mas nesse caso trata-se do meu ganha-pão, TENHO que ser especialista.
No final das coisas, optei por assumir o meu lado "Nada tanto assim" e escrever sobre todos esses assuntos, mas nenhum em especial. Nenhum tema específico, nada de especialidades. Apenas olhares.
Subjetivos.


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